"Ele te olha com o canto do olho esquerdo, esboça um sorriso enorme e você jura que a oitava maravilha do mundo acaba de aparecer em sua frente. Ele te vê como ninguém, te toca como jamais alguém te tocou e diz as coisas mais estúpidas do mundo que nunca antes soaram tão corretas. Ele tem um perfume adocicado que você sempre achou tão gay, mas que agora corre maratonas para sentir essa droga novamente. Ele te liga duas da manhã pra dizer que torceu o pé jogando futebol e te faz morrer de preocupação. Ele abraça as amigas, troca torpedos com conhecidas e cumprimenta todas as loiras oxigenadas e morenas esculturais que passam na frente dele. Ele não tem planos para o futuro enquanto você sonha em cursar medicina. Ele não é o cara certo pra você, e você sabe disso. Ele não tem notas altas no colégio, não tem compromisso com porcaria nenhuma e te acorda todo o sábado de madrugada para conversar no celular. Suas amigas reviram os olhos quando você fala dele, sua mãe não suporta ouvir o nome dele e você jura que tudo isso não passa de diversão. Mas no fundo, admite vai… No fundo você sabe que ama cada milímetro daquela carcaça de idiota que ele faz questão de exibir. A voz dele te dá arrepios, as piadas que ele conta para os amigos faz dele o cara mais engraçado do mundo e toda a imperfeição dele te deixa louca. Você o leva a sério demais. E quando ele puxa a tua cintura para si mesmo, você gostaria de pedir para que ele ficasse. Você tem medo de que ele te deixe como já deixou tantas outras antes, você tem medo de encarar aqueles olhos escuros e desmoronar, tem medo de que ele não pense duas vezes antes de te derrubar. Você tem medo de que ele passe a se machucar e não te ligar mais; que ele não te acorde mais, mesmo quando você tem prova no dia seguinte. Você realmente não quer que ele vá embora, certo? Mas você sabe que ele vai. Sempre vai. Ele sempre te deixa. E nenhuma parte tua consegue se importar com isso e interromper o ciclo. Você quer mais. Mesmo sabendo do fim. Porque de certa forma, ele vale a pena."
(Source: titanium-icons, via c-omedycentral)
(Source: justalibertywalk, via passiondreams)
(Source: fairyrainbows, via maravilhanaervilha)
"Caminhos iguais já não me servem mais. Desculpem-me as estradas de mão única, mas não me resumo apenas a mais um carro no meio da rodovia.
E em um caminho tão tumultuado, sobressaltou-se em meio a todos aqueles carros iguais e músicas monótonas, alguém que insistiu em chamar minha atenção. Não alguém comum. Não como esses que se destacam e depois não passam de mais um rostinho bonitinho avistado ao longo do dia. E, coincidentemente, aquele não foi mais um dia igual, com pessoas, iguais, carros iguais, e conversas iguais. Porque, diferentemente das outras pessoas, das outras músicas, dos outros carros na estrada, você não se resumiu a mais um carro que passa despercebido pela trajetória do amor. Mas estávamos ali, eu e você, não juntos, mas unidos. Com meu fone de ouvido, eu fugia de toda a decadência musical que assombrava aquele dia; e com os meus olhos colados nos teus, eu fugia de todas as imagens desnecessários, de todas as pessoas incompreensíveis, e de todos os problemas que me atormentavam. Porque mesmo não querendo, você era diferente, não dos outros, mas pra mim. Lembrei-me então de quantas vezes havia dito pra mim mesma: “Esse é diferente. Tem que ser”. Acontece que isso só ficava na teoria mesmo, porque na prática, ninguém, tecnicamente, era diferente; como o Pedro, que eu havia conhecido na praia, o Lucas, do aniversário da minha prima, o Fulano, o Cicrano, e uns ou outros que nem sequer consegui lembrar o nome. Mas ali era você, não eles. E porque, pelo menos uma vez, alguém não poderia ser diferente? E porque esse alguém não poderia ser você? Porque era tão difícil que eu pudesse dar a volta e ir atrás de você, com você? Porque eu tinha que ser só mais um carro na contra-mão, com minhas curvas tão erradas? “Que amor que nada, é puro drama”. Talvez fosse, talvez não. Mas naquele congestionamento de quilômetros, ninguém tinha cabeça pra pensar nisso, exceto eu. Porque, afinal, você também poderia olhar pra mim e pensar:”Olha, uma garotinha com fone de ouvidos”. ,E enquanto a vida passava, estacionei meu carro e fiquei te olhando viver, não como um carro qualquer na estrada, mas como um carro no qual eu jamais poderia entrar."
E em um caminho tão tumultuado, sobressaltou-se em meio a todos aqueles carros iguais e músicas monótonas, alguém que insistiu em chamar minha atenção. Não alguém comum. Não como esses que se destacam e depois não passam de mais um rostinho bonitinho avistado ao longo do dia. E, coincidentemente, aquele não foi mais um dia igual, com pessoas, iguais, carros iguais, e conversas iguais. Porque, diferentemente das outras pessoas, das outras músicas, dos outros carros na estrada, você não se resumiu a mais um carro que passa despercebido pela trajetória do amor. Mas estávamos ali, eu e você, não juntos, mas unidos. Com meu fone de ouvido, eu fugia de toda a decadência musical que assombrava aquele dia; e com os meus olhos colados nos teus, eu fugia de todas as imagens desnecessários, de todas as pessoas incompreensíveis, e de todos os problemas que me atormentavam. Porque mesmo não querendo, você era diferente, não dos outros, mas pra mim. Lembrei-me então de quantas vezes havia dito pra mim mesma: “Esse é diferente. Tem que ser”. Acontece que isso só ficava na teoria mesmo, porque na prática, ninguém, tecnicamente, era diferente; como o Pedro, que eu havia conhecido na praia, o Lucas, do aniversário da minha prima, o Fulano, o Cicrano, e uns ou outros que nem sequer consegui lembrar o nome. Mas ali era você, não eles. E porque, pelo menos uma vez, alguém não poderia ser diferente? E porque esse alguém não poderia ser você? Porque era tão difícil que eu pudesse dar a volta e ir atrás de você, com você? Porque eu tinha que ser só mais um carro na contra-mão, com minhas curvas tão erradas? “Que amor que nada, é puro drama”. Talvez fosse, talvez não. Mas naquele congestionamento de quilômetros, ninguém tinha cabeça pra pensar nisso, exceto eu. Porque, afinal, você também poderia olhar pra mim e pensar:”Olha, uma garotinha com fone de ouvidos”. ,E enquanto a vida passava, estacionei meu carro e fiquei te olhando viver, não como um carro qualquer na estrada, mas como um carro no qual eu jamais poderia entrar."
~ Larissa Rodrigues (u-nkind)
(via segredosdeumpoeta)
"Acabou não sendo e não acontecendo. Acabamos nos perdemos. Acho que sempre estivemos perdidos, por isso, nunca tenhamos nos encontrado um no outro, talvez. Cansei de “era pra ser” e “e se”, já não me confortam mais. Desculpas não me confortam mais. Você não me conforta mais. Não é exagero e muito menos precipitação. É a pura e mais bela e também dolorosa verdade. Sempre soubemos que a verdade dói, não é mesmo? Só que eu pensei que fosse doer mais. Devo ter algum problema, eu sei. Mas não estou aqui pra falar de mim. A intenção é falar sobre você, ou sobre o nós que nunca, feche os olhos e imagine eu dizendo em voz alta, nunca existiu. Só que não tenho o que dizer, na verdade, não tem o que ser dito. Esta claro pra mim e creio que também pra você. A rotina venceu. O orgulho, a falta de sentimento de ambos os lados, sei lá, só sei que o nós que não chegou a existir, não foi ele quem venceu. Eu fui, você foi, mas nunca fomos. Se é que você me entende. Se fizer um esforço eu sei que me entenderá. Nossa como eu sou estúpido! Olha eu aqui de novo falando do passado."
"Acabou não sendo e não acontecendo. Acabamos nos perdemos. Acho que sempre estivemos perdidos, por isso, nunca tenhamos nos encontrado um no outro, talvez. Cansei de “era pra ser” e “e se”, já não me confortam mais. Desculpas não me confortam mais. Você não me conforta mais. Não é exagero e muito menos precipitação. É a pura e mais bela e também dolorosa verdade. Sempre soubemos que a verdade dói, não é mesmo? Só que eu pensei que fosse doer mais. Devo ter algum problema, eu sei. Mas não estou aqui pra falar de mim. A intenção é falar sobre você, ou sobre o nós que nunca, feche os olhos e imagine eu dizendo em voz alta, nunca existiu. Só que não tenho o que dizer, na verdade, não tem o que ser dito. Esta claro pra mim e creio que também pra você. A rotina venceu. O orgulho, a falta de sentimento de ambos os lados, sei lá, só sei que o nós que não chegou a existir, não foi ele quem venceu. Eu fui, você foi, mas nunca fomos. Se é que você me entende. Se fizer um esforço eu sei que me entenderá. Nossa como eu sou estúpido! Olha eu aqui de novo falando do passado."

De uma amizade, para um amor fora da realidade.
(via versosdeumprincipe)
"Ventania forte, delatada por galhos secos agressivos batendo na grande janela de vidro. A madrugada vai se agonizando em sombras com o passar das horas. O céu parece estar tão perto, ao fácil alcance de meus olhos cansados. No chão de meu quarto pode se encontrar o meu corpo deitado, jogado pelo longo tapete preto de barbante, ao lado de minha destra há uma garrafa de vinho, que fora um inútil álibi pra uma tentativa de distração, que por um pequeno e ingênuo momento, achei que embriagando-me com generosas doses de álcool, poderia me fizer desligar a mente das preocupações e tormentos que enfestam minhas cabeça e alimentam minha —já rotineira— insônia; Claridades podem se ver, em reflexos ligeiros de relâmpagos distantes, tão distantes que nem se pode ouvir seus trovões ecoarem pelas campinas das cercanias daqui, e mesmo que chegasse aos meus tímpanos o barulho mais estrondoso do mundo, ainda sim não me perturbaria tanto quanto o silêncio que existe dentro de mim. Silêncio. Vazio. Uma bolha sem ar; Hipnose, êxtase, alma rasgada. Sinto meu corpo quente, mas minha pele está gélida como o mármore de um sepulcro. Meus olhos estão abertos, mas meu sentido de visão não reage a nada. Estou deitado, olhando para o teto iluminado pelos raios que já não são tão fortes… Eu, aqui, mas é como se não estivesse. Nasci, cresci, mas é como se já estivesse morto —talvez estivesse—, morrendo cada vez mais, a cada suspiro, pois a pressa de viver é o alívio dos fracos, e a paciência pelo fim é a virtude dos sábios. Na verdade, eu não tenho pressa de morrer, desde que depois disso eu tenha paz e possa dormir —pra sempre— sem medo de acordar para viver pesadelos reais, que brutalizam toda e qualquer vontade que tenho de me levantar desse chão para ser mais um fantoche alienado, vagando pela face mundo buscando respostas para filosofias baratas e tolas
O chão é frio e me conforta, a vontade de permanecer aqui é absoluta, e não há nada nessa vida mais forte pra mim do que a vontade de morrer, ou qualquer coisa que me tire da vida, que seja bem longe disso tudo que faço parte todos os dias.
[…]
Fechei os olhos, e morri, de novo, mais uma vez, mais uma noite, mais uma vida."
O chão é frio e me conforta, a vontade de permanecer aqui é absoluta, e não há nada nessa vida mais forte pra mim do que a vontade de morrer, ou qualquer coisa que me tire da vida, que seja bem longe disso tudo que faço parte todos os dias.
[…]
Fechei os olhos, e morri, de novo, mais uma vez, mais uma noite, mais uma vida."
"Ventania forte, delatada por galhos secos agressivos batendo na grande janela de vidro. A madrugada vai se agonizando em sombras com o passar das horas. O céu parece estar tão perto, ao fácil alcance de meus olhos cansados. No chão de meu quarto pode se encontrar o meu corpo deitado, jogado pelo longo tapete preto de barbante, ao lado de minha destra há uma garrafa de vinho, que fora um inútil álibi pra uma tentativa de distração, que por um pequeno e ingênuo momento, achei que embriagando-me com generosas doses de álcool, poderia me fizer desligar a mente das preocupações e tormentos que enfestam minhas cabeça e alimentam minha —já rotineira— insônia; Claridades podem se ver, em reflexos ligeiros de relâmpagos distantes, tão distantes que nem se pode ouvir seus trovões ecoarem pelas campinas das cercanias daqui, e mesmo que chegasse aos meus tímpanos o barulho mais estrondoso do mundo, ainda sim não me perturbaria tanto quanto o silêncio que existe dentro de mim. Silêncio. Vazio. Uma bolha sem ar; Hipnose, êxtase, alma rasgada. Sinto meu corpo quente, mas minha pele está gélida como o mármore de um sepulcro. Meus olhos estão abertos, mas meu sentido de visão não reage a nada. Estou deitado, olhando para o teto iluminado pelos raios que já não são tão fortes… Eu, aqui, mas é como se não estivesse. Nasci, cresci, mas é como se já estivesse morto —talvez estivesse—, morrendo cada vez mais, a cada suspiro, pois a pressa de viver é o alívio dos fracos, e a paciência pelo fim é a virtude dos sábios. Na verdade, eu não tenho pressa de morrer, desde que depois disso eu tenha paz e possa dormir —pra sempre— sem medo de acordar para viver pesadelos reais, que brutalizam toda e qualquer vontade que tenho de me levantar desse chão para ser mais um fantoche alienado, vagando pela face mundo buscando respostas para filosofias baratas e tolas
O chão é frio e me conforta, a vontade de permanecer aqui é absoluta, e não há nada nessa vida mais forte pra mim do que a vontade de morrer, ou qualquer coisa que me tire da vida, que seja bem longe disso tudo que faço parte todos os dias.
[…]
Fechei os olhos, e morri, de novo, mais uma vez, mais uma noite, mais uma vida."
O chão é frio e me conforta, a vontade de permanecer aqui é absoluta, e não há nada nessa vida mais forte pra mim do que a vontade de morrer, ou qualquer coisa que me tire da vida, que seja bem longe disso tudo que faço parte todos os dias.
[…]
Fechei os olhos, e morri, de novo, mais uma vez, mais uma noite, mais uma vida."




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01.06.2012 às 22:08


